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Grevistas fazem piquetes e barram entrada na Esalq

A greve na Esalq (Escola Superior de Agricultura de Luiz de Queiroz) atingiu cerca de 98% do campus em Piracicaba (SP). Funcionam somente os serviços essenciais. As aulas para os cerca de 3.000 alunos do campus estão totalmente paradas.

Funcionários e alunos foram impedidos pelos grevistas de entrar na escola ontem de manhã. A diretoria do campus afirmou que foram registrados confrontos entre os funcionários em greve e os que tentaram entrar na Esalq. Mas a polícia não registrou ocorrências.

A movimentação dos grevistas na Esalq começou ontem por volta das 6h, quando foram "vedadas" as três entradas da unidade e realizados piquetes. A Polícia Militar foi acionada no início do movimento por causa do princípio de tumulto.

"Permitimos apenas a entrada dos funcionários que garantem serviços essenciais, como alimentação dos animais. Mas eles entraram e saíram após cumprirem o trabalho", afirmou o presidente do Sinsesalq (Sindicato dos Servidores da Esalq), Laércio Trevisan Júnior.

Depois das 13h, os portões da universidade foram liberados pelos grevistas. No entanto, por causa da mobilização realizada pela manhã, o campus permaneceu vazio durante a tarde.

A assessoria de imprensa da Esalq informou que, por causa dos piquetes, todos os serviços foram prejudicados, mas não foi possível mensurar a paralisação.

Unicamp
Ontem, o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) se reuniu com o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) para apresentar uma proposta de 3,5% de reajuste a partir de janeiro.

Até a conclusão da edição, a reunião, iniciada às 17h, não havia terminado.

Os funcionários das três universidades estaduais -USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)-, em greve desde 26 de maio, pedem 16% de reajuste.


fonte: Folha de S.Paulo Online