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Início das aulas pode atrasar

"Existe, sim, a possibilidade das aulas não começarem na data prevista para os candidatos que passarem no vestibular", diz Fernando Prado, diretor da Vunesp, fundação responsável pelo vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "Podemos garantir apenas a realização das provas e as datas das matrículas."

Professores e funcionários da Unesp, da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo USP estão em greve há 40 dias e ainda não há previsão de retorno. Os grevistas pedem reajuste de 16%.

No final de junho, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) rejeitou a proposta de reajuste de 9,41%, feita pelo Fórum das Seis, que congrega sindicatos de professores e funcionários das três universidades e do Centro Paula Souza.

Os candidatos podem se informar pelo site www.unesp.br.
As reitorias das três instituições não têm o calendário de reposição das aulas. "O ano letivo terá início normalmente se a decisão das escolas for de repor as aulas perdidas com a greve a partir dos próximos dias. Os vestibulandos deverão ser informados só nos dias das matrículas", diz Prado.

Ou seja, nos 28 e 29 de julho para os convocados e no dia 30, para os candidatos que ficarem em lista de espera.

De acordo com o diretor da Vunesp, a decisão do dia exato do início das aulas fica por conta de cada unidade. A Unesp tem 32 unidades espalhadas pelo Estado.

A estudante Luciana Monteiro, 19 anos, que disputa uma vaga para engenharia de produção, está tranqüila com a paralisação. "Esta é uma situação que qualquer faculdade pública pode passar."


fonte: Jornal da Tarde Online